Nasci em Imperatriz (Maranhão, Brasil) em 1992. Cresci em Brasília, onde obtive graduação em Filosofia (2014) e mestrado em Arquitetura e Urbanismo (2018), na área de concentração Teoria e História. A minha carreira acadêmica começou em 2011, quando iniciei um trabalho de iniciação científica sobre o expressionismo alemão.
Nos anos iniciais como pesquisador, encontrava-me num duplo interesse entre a filosofia da arte — quando esta área se volta ao fenômeno artístico — e a estética, que é a disciplina clássica voltada para o problema da beleza, da arte, do gosto e de tudo que compõe nossa percepção. Hoje, são comumente tratadas como sinônimos, muito embora se considere a filosofia da arte a abordagem mais aberta a questões legadas pelas obras. Essa aproximação entre o exercício de crítica e a manipulação e exploração de conceitos foi sempre um desafio no qual insisti. Em paralelo ao interesse pela história e pela prática da pintura, eu me via cativado pelos sistemas estéticos do idealismo e os tratados do romantismo.
Ao fim do mestrado, cheguei a conclusões sobre a constituição da imagem. Considerar o que lhe é efetivo (verdadeiro) implica também adentrar seu discurso e, de certa forma, tomar esse mesmo discurso por verdade. Pouco antes da entrega da dissertação, encontrava-me ocupado com a leitura do livro Borderlands/La Frontera, de Gloria Anzaldúa. Ali presenciei uma radicalização da minha hipótese, que fundia a poesia e a biografia à formulação teórica. A produção daquelas imagens — do acervo espiritual da população mexicana e chicana — era não apenas uma chave para interpretá-las, mas para acessar e reformular modelos históricos. No caso de Anzaldúa, a questão era desfazer um discurso histórico hegemônico e mostrar a fragilidade de noções elementares, como a de território. Outra grande inspiração à época foi o livro Metáforas Históricas e Realidades Míticas, de Marshall Sahlins, por meio do qual percebi a essencialidade do mito para a construção da própria historiografia. Nutri aquelas ideias até o ano de 2020, quando iniciei oficialmente uma pesquisa de doutorado sobre a Virgem de Guadalupe. Por diversas razões, aquele trabalho não foi levado a termo. Por ora, tenho estudado, produzido e apresentado trabalhos de modo independente. Ao longo da minha carreira, tenho publicado e apresentado trabalhos consoantes à pesquisa do momento, mas sempre em torno do problema da imagem.
Ainda em iniciação científica, fui premiado na categoria de melhor trabalho por sessão. Após o mestrado, a minha dissertação foi publicada como livro (Dialética, 2022). Já participei de congressos sediados no Brasil, em Portugal e na Bélgica. Atuo como professor de alemão, com certificação do Programa Deutsch Lehren Lernen pelo Instituto Goethe — menção final “sehr gut”. Sazonalmente, realizo pesquisas plásticas envolvendo minhas inquietações teóricas, pessoais e sociais, o que considero como um todo.